Entenda as diferenças entre turfe nacional e turfe internacional

turfe internacional

As corridas de cavalo movimentam bilhões e são um dos esportes mais tradicionais do planeta. O Brasil é uma das partes que integram o calendário mundial, mas existem diferenças entre o turfe nacional e o turfe internacional, principalmente no tipo de modalidade praticada e no funcionamento das apostas.

Neste post, você conhecerá um pouco da história das corridas no Brasil e no mundo, além de entender as semelhanças e diferenças do esporte nesses lugares. Vamos lá?

Como surgiu o turfe?

A corrida de cavalo está entre os esportes mais antigos do planeta. Existe o registro de competições na Grécia Antiga e em outras civilizações da Antiguidade. O puro-sangue inglês, raça que é a mais utilizada nos páreos atualmente, foi criada com a importação de animais que os europeus trouxeram da África e Ásia e desenvolveram no Reino Unido.

O turfe como o esporte que conhecemos surgiu na Inglaterra. Foi no século XVIII que os primeiros clubes foram estabelecidos, com a criação do Jockey Club, uma entidade que era responsável por organizar as corridas no Reino Unido. Porém, acredita-se que eles já existiam desde os anos 1710 ou 1720.

Nos anos seguintes, as corridas se popularizaram em outros lugares do mundo, como nos Estados Unidos e na França. Os EUA estão entre os países com maior tradição no esporte, já que os seus hipódromos foram construídos ainda por volta de 1665, quando pertenciam à Inglaterra.

Atualmente, diversas competições estão entre as mais famosas do calendário mundial. É o caso da Tríplice Coroa Americana, formada por Kentucky Derby, Preakness Stakes e Belmont Stakes, o Prix de L’Arc de Triomphe, disputado na França, e o Royal Ascot, o evento mais renomado do Reino Unido.

Qual a história da corrida de cavalo no Brasil?

No Brasil, as corridas de cavalo ficaram populares na época do Império. Dom Pedro II era um entusiasta dos animais e contribuiu para a criação dos primeiros clubes e hipódromos. Porém, foi na primeira metade do século XX que o esporte se transformou em um dos mais tradicionais do país.

O Jockey Club Brasileiro foi fundado em 1932 e, no ano seguinte, sediou o primeiro Grande Prêmio Brasil, vencido por Mossoró. Até os dias de hoje, essa competição é a de maior relevância do calendário do turfe nacional, classificada como prova de Grupo I no Brasil e no mundo.

As provas do Grupo I são as mais importantes do turfe, consideradas de elite. Além disso, o vencedor do GP Brasil pode disputar a edição da Breeders’ Cup do mesmo ano, na categoria Turf (grama).

Nas décadas seguintes, o turfe perdeu espaço para outros esportes, mas segue uma tendência de popularização nos últimos anos. O montante de apostas cresceu 12% em 2017, o que significa um movimento de R$ 218 milhões em solo nacional. Estima-se que o mercado do turfe, o que inclui criação, competições, e apostas, seja de R$ 633,3 milhões e gere 27 mil postos de trabalho.

Quais as principais diferenças entre o turfe nacional e o turfe internacional?

Apesar de ser o mesmo esporte, as corridas realizadas no Brasil carregam algumas diferenças para aquelas realizadas no exterior. Confira um panorama sobre o turfe nacional em comparação ao turfe internacional.

Modalidades

No Brasil, as corridas principais são de galope plano, disputadas na grama ou na areia, com a raça puro-sangue inglês. São essas as características dos principais hipódromos do país — Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.

Corridas com o Quarto de Milha, por exemplo, podem ser encontradas no interior de São Paulo, mas são menos populares.

Na Europa, as corridas de trote atrelado e montado são comuns. A França é o principal expoente dessas modalidades, já que organiza 11 mil corridas desse tipo anualmente. Outra modalidade é o galope com obstáculos, que é famoso no Reino Unido, onde os cavalos precisam superar barreiras antes de cruzarem a linha de chegada.

Nos Estados Unidos e na Austrália, onde as competições de turfe são muito populares, o galope plano é a modalidade principal, assim como ocorre no Brasil. Existem hipódromos nesses locais que sediam corridas de trote — é o caso de Saratoga Casino Hotel (Nova Iorque-EUA), fundado em 1941.

Apostas

As apostas hípicas, junto com as loterias, são as únicas totalmente legalizadas no Brasil. Isso significa que é possível jogar nos hipódromos, em agentes credenciados, pelo telefone ou pela internet nos páreos nacionais e internacionais. Uma parte do total apostado é reinvestido no esporte, com a manutenção dos hipódromos e a premiação dos envolvidos.

Na Europa, alguns países são mais liberais e permitem qualquer tipo de aposta. É o caso da Inglaterra, onde as casas movimentam altas cifras por ano. Já nos Estados Unidos, como as leis são estaduais, existem locais em que a atividade é permitida e, em outros, não é possível investir nem no turfe. No hipódromo de Meydan, em Dubai, é ilegal apostar fisicamente.

Popularidade

O turfe é um esporte tradicional no Brasil desde os tempos do Império. Durante as últimas décadas, a modalidade perdeu público, mas ainda atrai diversos interessados no entretenimento que proporciona e na possibilidade de ganhar um dinheiro extra. O GP Brasil se mantém como um evento tradicional desde a sua criação.

No Reino Unido, as corridas de cavalo estão entre os esportes mais assistidos pelos fãs, atrás somente do futebol. Isso pode ser explicado pela influência da Família Real, que é fã de cavalos e mantém um criação de animais de corrida. A Rainha Elizabeth, por exemplo, já ganhou milhões de libras com apostas.

Em solo norte-americano, as corridas de cavalo se mantêm como um esporte popular desde a sua chegada, no século XVII. Alguns eventos, como a Breeders’ Cup e as corridas da Tríplice Coroa Americana, levam milhares de pessoas aos hipódromos e estão entre os principais do calendário mundial. O país também conta com um Hall da Fama próprio, sediado em Saratoga Springs.

Em países como Estados Unidos e Austrália, o turfe faz parte da tradição familiar. Muitos eventos se transformam em passeios com as crianças no fim de semana, e as famílias organizam piqueniques dentro dos hipódromos em dias de páreos para acompanhar as disputas.

Eventos importantes

Se no futebol a Copa do Mundo é a competição mais importante, o turfe também tem algumas provas espalhadas pelo ano que atraem a atenção do público e são muito aguardadas.

Assim como nos Estados Unidos, a Tríplice Coroa também é uma das competições famosas do turfe brasileiro. A diferença é que não há uma denominação nacional — elas são divididas pelos estados, ou seja, existe separadamente no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

As três provas que compõem a Tríplice Coroa Americana são disputadas em estados diferentes: Kentucky, Maryland e Nova Iorque. Outra diferença é que elas são disputadas em um intervalo menor, de cerca de duas semanas. Por isso, conquistar a honraria de competir nelas é difícil, e apenas 13 conjuntos conseguiram — o último foi Justify, em 2018.

Na França e na Inglaterra, a denominação também é importante, mas as competições mais famosas são o Prix de L’Arc de Triomphe e o Royal Ascot, respectivamente (que se assemelham ao Grande Prêmio Brasil). Outros eventos que merecem destaque são a Breeders’ Cup (EUA) e a Dubai World Cup (Emirados Árabes).

Apesar dessas diferenças, o turfe nacional e o turfe internacional são uma ótima maneira de se entreter e, quem sabe, lucrar com o esporte. No site da PMU Brasil, há um catálogo com corridas de vários lugares, como Brasil, França, Inglaterra, Estados Unidos e Austrália. É só criar a sua conta, apostar no seu cavalo e torcer!

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