Mulheres no turfe: saiba como elas têm conquistado seu espaço no esporte

Mulheres no turfe: saiba como elas têm conquistado seu espaço no esporte

Não é segredo para ninguém que as mulheres têm buscado e, muitas vezes, alcançado o seu lugar de direito nos mais diversos cenários atualmente. No esporte, isso não poderia ser diferente.

O turfe, tradicional corrida de cavalos, tem sido preenchido notavelmente por essas atletas que não deixam em nada a desejar. Mas você sabe como os jóqueis deixaram de ser somente competidores homens para competir de igual para igual com as joquetas? Ou mesmo, você conhece alguma atleta premiada nas corridas de cavalos?

Foi pensando exatamente nisso que nós criamos este post! Continue a leitura e conheça mais sobre a participação das mulheres no turfe!

História das mulheres no turfe

O turfe, apesar do aumento da presença feminina, ainda é um esporte composto majoritariamente por homens. Por isso, não é de se admirar que a introdução das mulheres no turfe tenha sido significativamente recente.

O turfe, como esporte, teve sua origem na Europa, mais precisamente na Inglaterra, em meados do século XVII. Porém, a corrida de cavalos chegou ao Brasil apenas no século XIX.

Apesar de o esporte já ter uma idade bastante significativa, as primeiras joquetas só se juntaram ao turfe no século XX.

Diferentemente do que se esperava de uma mulher na época, muitas das atletas se destacaram, ganhando prêmios enquanto competiam em páreos com homens.

Mesmo sendo desacreditadas pela grande maioria, as mulheres não demoraram muito para provar que o turfe não é um esporte somente masculino.

Aliás, há quem diga que as joquetas levam mais jeito com os cavalos que os jóqueis. Tanto por serem mais leves, quanto por serem mais delicadas, o animal geralmente se comporta melhor quando faz conjunto com uma atleta do sexo feminino.

Principais dificuldades enfrentadas pelas atletas

Não é segredo para ninguém que o mundo sempre foi machista. Pois bem, no esporte isso não seria diferente, o que se traduz, também, no turfe.

Pelo fato de não disporem das características físicas que antes se acreditava serem necessárias para participar de corridas de cavalos, as mulheres são, muitas vezes, menosprezadas dentro do esporte.

Pregava-se que a força era um elemento necessário para dominar o cavalo e conseguir fazer com que ele desenvolvesse um melhor desempenho durante a prova.

Todavia, com a entrada das mulheres no turfe, outro ponto que antes era desconhecido veio à tona: tratar o animal com jeito e delicadeza acarreta um desempenho melhor que quando ele fora tratado por meio da força bruta apenas.

Em decorrência da visão machista, que ainda existe hoje, as joquetas enfrentam dificuldades para encontrar proprietários de animais que as deixem competir em seus cavalos, já que a preferência é por atletas homens. Há um problema, também, para encontrar quem esteja disposto a treiná-las.

Essa visão tem sido mudada aos poucos, mas ainda há muito a se fazer.

Algumas atletas premiadas

A presença das mulheres no turfe não passou em nada despercebida aos aficionados pelas corridas de cavalos. Tanto que há muitas joquetas que são mundialmente reconhecidas e premiadas.

Montamos, a seguir, uma lista com algumas das atletas mais famosas no mundo do turfe. Confira!

Julie Krone

Julieann Louise Krone foi uma joqueta norte-americana, nascida em 24 de julho de 1963. Julie passou a infância assistindo a corridas de cavalos, o que fez despertar a paixão pelo esporte.

A atleta iniciou suas atividades no turfe em 1981, em Tampa na Flórida, tendo nesse mesmo ano ganhado a sua primeira corrida. Em 1993, ela se tornou, ainda, a primeira mulher a ganhar a Tríplice Coroa da Corrida de Thoroughbred.

A joqueta se aposentou em 2004, mas participou de uma corrida em 2008, na qual competiu contra outros 7 jóqueis famosos, também já aposentados.

Em decorrência da quantidade de traumas e lesões que sofreu durante sua carreira, Krone foi considerada pelo USA Today como uma das 10 atletas mais duronas da história.

Susana Davis

Susana Davis foi a primeira joqueta brasileira. Nascida em Porto Alegre, Davis correu em cerca de 58 hipódromos no Brasil e no exterior e carrega nada menos que 800 vitórias em corridas.

Aos 14 anos de idade, ela participou de sua primeira corrida amadora, na qual obteve a colocação de segundo lugar. Logo após, entrou para a escola de Jockey e não demorou muito para que começasse a competir como profissional.

A joqueta competiu entre 1970 e 1981, tendo participado de corridas em países, como Venezuela, Chile, Argentina, Peru e Uruguai.

Ela deixou de competir quando se casou, mas não se afastou do Turfe, passando a trabalhar como starter no Jockey Club, em Porto Alegre.

Cheryl White

Cheryl White foi a primeira joqueta negra na história dos Estado Unidos. Nascida em 1954, a atleta enfrentou de uma vez só duas barreiras sociais: o machismo e o racismo.

Na década de 1970, quando começou a joqueta começou a competir, havia pouquíssimos negros no esporte, bem como mulheres. Mas isso não foi suficiente para parar essa corredora.

White foi a primeira mulher a vencer 2 corridas num mesmo em dia em dois estados. O marco de sua carreira foi quando venceu 5 corridas em um mesmo dia em 1983. Ela foi a primeira joqueta a conseguir esse feito.

A atleta ganhou cerca de 750 corridas em sua carreira e se aposentou em 1991. Em 1992, retornou ao cenário do turfe para atuar como oficial de corridas de cavalos.

Josiane Goulart

Josiane Goulart, atleta gaúcha, foi a primeira mulher a vencer o GP Bento Gonçalves e, também, a primeira a participar do Grande Prêmio Brasil.

Goulart iniciou suas atividades no turfe aos 16 anos, tendo sido a única mulher na turma de aprendizes do Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro.

Durante sua carreira, chegou a participar de corridas em que era a única atleta do sexo feminino. Além disso, a joqueta acumulou mais de 600 vitórias.

A presença feminina

Apesar de a posição ocupada pelas joquetas ter mais notoriedade no mundo do turfe, as mulheres desempenham tarefas que vão muito além de competir. Veja algumas delas a seguir.

Treinadoras

Um bom exemplo são as treinadoras, que se utilizam da técnica de doma gentil. Essa ideia consiste em não fazer uso de violência com os animais e tratá-los de maneira mais técnica e gentil, de modo a conseguir que o cavalo faça aquilo que o dono deseja.

Veterinárias

Muitas mulheres ocupam cargos de médicas veterinárias e, como muitos proprietários destacam, desenvolvem um trato especial com os animais, marcado pela delicadeza e atenção aos detalhes do comportamento do cavalo.

Cavalariças

Elas se destacam, ainda, como cavalariças, já que têm mais suavidade e gentileza no trato com os animais. Devido à maneira como as mulheres lidam com a preparação, higiene e os cuidados gerais com os cavalos, eles tendem a ser mais calmos e menos suscetíveis a eventuais problemas.

Como você pôde conferir, a participação das mulheres no turfe é bem-recente, mas não é nada discreta. Seja como joqueta, cavalariça, veterinária ou treinadora, elas têm mostrado que são igualmente capazes, destacando-se onde quer que estejam.

Agora que você sabe um pouco mais sobre a participação das mulheres no turfe, não deixe de compartilhar este post em suas redes sociais para que seus amigos vejam, também, como as mulheres têm se destacado nesse esporte!



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