Joquetas brasileiras: conheça as principais mulheres no turfe

Joquetas brasileiras: conheça as principais mulheres no turfe

Homens e mulheres no turfe são conhecidos por jóqueis e joquetas, respectivamente. Contudo, quando se refere às mulheres, o termo não é muito conhecido, pois durante muito tempo o esporte não tinha espaço para o sexo feminino.

Mas as coisas mudaram e elas conquistaram o seu espaço no dorso dos cavalos e nas pistas dos hipódromos. A partir dos anos 1970, as escolas de formação de Aprendizes começaram a receber meninas graças à luta e o empenho de algumas apaixonadas por cavalos, que abriram as portas para as gerações seguintes.

Continue a leitura e conheça as principais joquetas brasileiras!

As mulheres jóqueis no turfe

Durante muitos anos, montar profissionalmente era uma atividade exclusiva dos homens. A Escola de Profissionais do Turfe, no Hipódromo da Gávea, no Rio de Janeiro, sempre foi tomada apenas por meninos, até a chegada dos anos 1970.

Graças aos esforços de algumas pioneiras no turfe, as barreiras foram vencidas e a presença de mulheres nas corridas de cavalo como joquetas é cada vez maior. Por sua vez, aquelas que venceram como profissionais do turfe, posteriormente se lançaram em outras carreiras partindo do sucesso como joquetas.

As escolas de Aprendizes agora têm espaço para as meninas que chegam de todas as partes do Brasil. Cada uma com uma história diferente, mas todas com o mesmo objetivo em mente: se tornarem joquetas e vencer montando um cavalo nas pistas.

As principais joquetas brasileiras

O Brasil já consegue formar grandes joquetas graças à garra das meninas que iniciam no turfe. Algumas, por sua vez, foram pioneiras e se lançaram num mundo que era tido como totalmente masculino, enquanto outras aproveitaram muito bem o pioneirismo das antecessoras com os seus próprios esforços.

Rosely Rhomberg

Embora tenha sido difícil para muitas joquetas pioneiras no Brasil, o toque feminino hoje está cada vez mais presente nos hipódromos nacionais. No entanto, muito esforço, garra e vontade de vencer o preconceito foram necessários até há pouco tempo. Nesse sentido, nomes como o de Rosely Rhomberg, a primeira mulher a ingressar na Escola de Profissionais do Turfe, no Hipódromo da Gávea, constituem importante referência.

Vivendo na região do ABC paulista, em 1973 começou a frequentar uma escolinha de montaria, em Santo Amaro. No ano de 1976, mudou-se com a família para a Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Por orientação de sua mãe, começou a trabalhar no Hipódromo da Gávea e não tardou a se tornar a primeira mulher Aprendiz.

Rosely considera que seu grande trunfo foi conquistar para todas as mulheres o direito de serem Aprendizes e a se profissionalizarem no turfe brasileiro. Assim, ela mantém a chama acesa pelo turfe e serve de inspiração para as novas gerações!

Maylan Lamhut Studart

Nascida na cidade do Rio de Janeiro, Maylan Lamhut Studart residiu nos Estados Unidos dos 7 aos 11 anos de idade, onde fez curso de equitação. Posteriormente, retornou ao Brasil, e a vontade de montar profissionalmente veio à tona quando tinha 14 anos.

Nesse tempo, foi ao hipódromo com seu pai assistir uma corrida e encantou-se com o mundo do turfe. Ali mesmo, decidiu que seria uma joqueta.

Como a idade mínima para se matricular como Aprendiz é de 16 anos, teve que aguardar até completá-los.  Assim, em 2005, ingressou na Escola de Aprendizes do Jockey Clube Brasileiro, Hipódromo da Gávea, onde permaneceu até concluir o período.

De volta aos Estados Unidos, transferida profissionalmente em 2008, instalou-se em Nova York e construiu uma carreira brilhante, com inumeráveis vitórias. Como joqueta, foi uma brasileira que se destacou no Brasil e no exterior. Por essa razão, no ano de 2009, Maylan foi agraciada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com a comenda Joia JK.

Como joqueta, participou de incontáveis corridas por toda costa leste americana, até 2014. Maylan Lamhut Studart é hoje uma jornalista de negócios e assessora financeira, em Long Beach, Nova York.

Josiane Gulart

Natural de Carazinho, no Rio Grande do Sul, Josiane Gulart iniciou a carreira como Aprendiz no Hipódromo da Gávea, no Rio de Janeiro, aos 16 anos de idade. Seu contato com cavalos, no entanto, veio desde os seus 9 anos, com o pai que é treinador.

Sua primeira vitória em um Grande Prêmio foi no ano de 2008, sendo a primeira mulher a participar dessa competição. Dez anos depois consagrou-se tricampeã no VI Torneio Internacional de Joquetas, no Hipódromo do Cristal, em Porto Alegre.

Josiane construiu uma carreira espetacular no turfe brasileiro. Por sua vez, a joqueta coleciona também uma considerável lista de lesões sofridas durante a carreira.

Casada com o também jóquei, Vagner Leal, já disputou muitos páreos com o marido. O casal mudou-se para o Uruguai, onde continuam na atividade profissional que tanto amam.

Victoria Mota

Victoria Mota tem o sangue do turfe em suas veias. Filha do jóquei Alex Mota, cresceu no Hipódromo da Gávea, no Rio de Janeiro. Sua mãe é coordenadora da Escola de Profissionais do Turfe e seu avô é treinador e proprietário do local. Não tinha como escapar!

Durante seu período de Aprendiz, Victoria colecionou uma vitória atrás de outra. A menina, desde cedo, impressionava pelo seu desempenho. Em sua estreia, com apenas 17 anos, ganhou nas pistas da Gávea, montando um cavalo treinado por seu avô.

Após um excelente desempenho no Lady Jockeys Thoroughbred World Championship, em Estocolmo, na Suécia, a jovem joqueta recebeu algumas propostas para montar fora do país.

Jeane Alves

Jeane Alves, cearense de Acopiara, conheceu os cavalos desde a tenra idade, na propriedade rural da família, onde aos 5 anos já montava.

Aos 12 anos, Jeane participava de vaquejadas em sua terra, esporte comum no Nordeste brasileiro. Contudo, queria mais e, assim, aos 20 anos, inspirada pela prima também joqueta, Aderlândia Alves, se matriculou na escola de Aprendizes do Jockey Club de São Paulo.

Já como Aprendiz, Jeane disparou e se tornou recordista de vitórias. Profissionalmente, com inúmeras conquistas em seu currículo, um novo destaque é conseguido em 2015: o Grande Prêmio Jockey Club Brasileiro (G1), sendo a primeira mulher a fazê-lo.

Colecionando centenas de vitórias na carreira, o grande feito veio na temporada de 2016/2017. Dessa forma, com 55 vitórias em 342 disputas, 4 a mais que o segundo colocado, Jeane Alves se tornou a primeira mulher a vencer toda uma temporada no turfe brasileiro.

O sexo feminino conseguiu conquistar o seu espaço nas pistas de corrida do Brasil e continuam formando campeãs. As joquetas, mulheres jóqueis, constantemente são convidadas para correr em outros países em razão do bom desempenho que apresentam. Suas histórias são importantes para as próximas gerações de meninas que encontram no turfe sua realização profissional.

Gostou do post? Então aproveite para ler também sobre como funciona o programa de corrida de cavalos.



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