Conheça um pouco sobre a história das corridas hípicas

história das corridas hípicas

Quem observa a grande performance dos cavalos de corrida, além do comprometimento dos jóqueis, sabe que o esporte necessita de inúmeros investimentos, paciência por parte dos criadores e uma série de ações que culminam na formação de uma equipe campeã.

Como a premissa do esporte é percorrer uma determinada distância no menor tempo possível, levaremos você a um passeio pela história das corridas hípicas. Quer saber tudo sobre a modalidade? Então, continue lendo o nosso texto!

O surgimento das corridas hípicas

Sendo um dos esportes mais antigos da humanidade, a corrida hípica tem como primórdios a Grécia Antiga, a Babilônia, a Síria e o Egito. Tudo começou com as disputas com carruagens, no ano de 648 A.C., inclusive transformando-se em um esporte olímpico na época.

A popularidade, restrita à nobreza e à realeza, aumentava a cada ano, mas um ponto precisava ser modificado: a grande incidência de acidentes, fato que chegava a levar cavalos e condutores à morte em quedas mais graves. Já os plebeus tinham espaço apenas como espectadores. 

Depois, no Império Romano, vieram as corridas montadas, além das competições que reuniam somente os animais em disparada pela rua Via Del Corso, na Grécia Antiga.

Com o passar dos anos, a modalidade foi ganhando mais prestígio e popularidade. No entanto, a história das corridas hípicas, como vemos hoje, começou após as Cruzadas, quando o cavalo árabe chegou à Inglaterra, por volta do século XVII.

Ao cruzar os garanhões oriundos da África e do Oriente Médio com éguas europeias, nascia o puro sangue inglês, a principal raça que compete nas corridas hípicas.

Inclusive, o nome turfe é uma palavra inglesa que, ao ser traduzida para o português, fica como corrida de cavalos.  Já em 1887, o inglês William Oliver criou o jogo das apostas, deixando a modalidade ainda mais emocionante. A partir daí, o esporte se disseminou mundo afora.

A chegada do turfe ao Brasil

Após a popularização na Europa, o turfe chega ao Brasil no século XIX, principalmente em razão da presença dos europeus por aqui durante o período Imperial.

Como o Rio de Janeiro concentrava o poder vigente e era a capital do país, a cidade acabou sendo sede do que seria os primórdios dos Jockeys Clubs: uma sociedade anônima chamada Club de Corridas.

O Jornal do Commercio publicava, em sua edição do dia  6 de março de 1847, o início do turfe no Rio. O primeiro hipódromo foi o Prado Fluminense, que durou apenas três anos, sendo patrocinado pelo Club de Corridas. 

O primeiro páreo oficial aconteceu no dia 1º de novembro de 1850, inclusive com uma curiosidade no regulamento:

Artigo oitavo: é proibido o comparecimento de pessoas descalças e será sentenciado à morte qualquer cachorro que aparecer no hipódromo.

O cavalo Malacarinha venceu o primeiro páreo da história do turfe brasileiro. O animal era de propriedade do senhor Manoel da Rocha Maia. Na primeira reunião do Jockey Club, realizada no dia 16 de maio de 1869, participaram o Imperador D. Pedro II e mais de 4.000 pessoas.

O segundo hipódromo da cidade surgiu no bairro Villa Isabel, em 1884, mas existiu por apenas seis meses.

Em 1932, foi fundado o Jockey Club Brasileiro, na Gávea, sob a presidência do Dr. Lineu de Paula Machado, um entusiasta e grande influenciador das corridas hípicas no país.

Assim, no dia 6 de agosto de 1933, aconteceu o primeiro Grande Prêmio do Brasil, marcando história e simbolizando o sucesso das corridas de cavalo. O tordilho Mossoró foi o vencedor e deu o pontapé inicial para o que se transformaria na principal prova do país.

Após alguns anos, a década de 50 marcou o auge do turfe brasileiro, uma fase apoteótica que acaba sendo abalada por conta da mudança da capital do país para Brasília.

No entanto, as corridas hípicas já estavam consolidadas, e o Brasil despontava como um grande criador da raça inglesa, principalmente em haras no Sul e Sudeste.

A partir de então, o país entrou de vez na concorrência mundial do turfe, mantendo os padrões de qualidade em suas competições e também nos treinamentos dos animais e dos jóqueis, priorizando sempre a segurança de todos.

A evolução nos treinamentos dos cavalos

Antes feitos apenas com conhecimentos familiares passados de gerações em gerações, como adestramentos rudes e sem conhecimento científico, hoje os treinamentos dos cavalos e jóqueis seguem uma rotina como de qualquer outro esporte de alta performance.

Os animais recebem tratamentos vips, com médicos veterinários sempre acompanhando a evolução, rações altamente fortalecidas, atividades físicas diferenciadas, tudo desde os primeiros anos de vida, quando se inicia o adestramento. 

Os cavalos passam por manutenção aeróbica, com trote, galope e até natação. Já os jóqueis entram em uma rigorosa dieta, pois não podem pesar mais do que 55 Kg, ou seja, precisam exercitar-se constantemente.

Inclusive, no dia da pesagem, caso não tenham alcançado o índice, muitos profissionais ficam horas na sauna para perder as gramas a mais. Por isso, os jóqueis mantêm uma rotina de vida com alimentação balanceada e sem excessos.

Afinal, eles também têm grande influência na hora de conduzir o cavalo rumo à vitória.

Os cavalos que fizeram história no turfe brasileiro

Principais protagonistas do esporte, os cavalos recebem um carinho especial, não só dos criadores como também dos jóqueis e do público em geral nas corridas. Ao longo da história das corridas hípicas, alguns nomes se destacaram.

Podemos citar o reprodutor Wild Event do Haras Santa Maria de Araras, em Bagé, no Rio Grande do Sul. Apesar de já ter falecido, o cavalo venceu dez carreiras, incluindo cinco provas de Grupo em 22 atuações.

Dos seus 819 filhos, 466 venceram nas pistas, ou seja, Wild Event marcou história e formou gerações de campeões. 

A égua Daffy Girl, do mesmo haras de Wild Event, também entra nessa lista. Entre os anos de 2015 e 2017, ela venceu prêmios importantes, como do GP Cruzeiro do Sul, o GP Diana (no Rio e em São Paulo), o GP Doutor Frontin, entre outros. Agora, aposentada das pistas, promete ser boa reprodutora. 

Outro destaque é o craque Bowling, do Haras Santa Ana do Rio Grande. O tordilho fez história na década de 80. A mais emocionante vitória aconteceu no Grande Prêmio do Brasil, em 1987, quando saiu da 13a colocação entre 18 competidores para sagrar-se campeão, levantando a plateia das cadeiras.

Portanto, esse esporte é pura emoção e sempre está de portas abertas para que o público prestigie as corridas.

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