Glossário de corridas de cavalos: 22 termos que você precisa conhecer

Glossário da corrida de cavalos

Você está acostumado a ouvir os termos de corrida de cavalo? Expressões como páreo, reunião, azarão e rateio fazem parte da rotina do turfe e são mencionadas diariamente nos hipódromos. Entender o significado dessas palavras é fundamental para aproveitar melhor o esporte e ter mais sucesso nas apostas.

Para aprimorar sua experiência e ajudar a aprofundar seus conhecimentos sobre o mundo do turfe, separamos 22 palavras (ou expressões) do variado glossário da corrida de cavalos. Continue a leitura para conhecê-las!

1. Rateio

Essa palavra está bastante presente na rotina do turfe, sendo fundamental para os apostadores. Rateio é o valor da cotação de cada cavalo, que indica quanto será o faturamento se o cavalo apostado for o vencedor. O dinheiro investido na jogada é multiplicado pelo valor indicado pelo rateio.

A quantia varia: um cavalo pode valer R$ 1,70 por R$ 1. Nesse cenário, caso alguém faça uma aposta de R$ 10, pode ter o retorno de R$ 17, por exemplo. Porém, é possível encontrar rateios maiores, que paguem R$ 100 ou mais para cada R$ 10 apostados. Assim, as chances de sucesso são menores.

2. Páreo

Trata-se da corrida em si. Em um dia, é possível que aconteçam de oito a dez páreos, por exemplo. Cada um é formado por determinado grupo de cavalos e jóqueis. Além disso, o páreo pode ter um número variado de distâncias, entre 800 e três mil metros, e ser disputado na areia, na grama ou em pisos sintéticos.

Para quem está disposto a acompanhar o turfe, conhecer essa palavra é fundamental. Os cavalos são chamados para compor cada páreo e o espectador pode acompanhar a corrida desejada ou na qual fez uma aposta. A entrada no Jockey Club Brasileiro é gratuita e também há a transmissão pela TV Turfe.

3. Reunião

Ao conjunto de páreos em um dia, dá-se o nome de reunião. Essa expressão é importante por indicar a totalidade de corridas que acontecerá em determinado dia no hipódromo. A informação é disponibilizada anteriormente, pelo site do JCB, e cada reunião leva um número (exemplo: “Reunião 2039 — Gávea RJ”).

Com o programa da reunião, é possível conhecer todos os cavalos que correrão naquele dia. Essa informação é valiosa para encontrar as melhores oportunidades de aposta e, também, saber o horário em que seus escolhidos estarão na pista.

4. Cânter

Antes de partir para o páreo, os cavalos fazem uma pequena apresentação aos espectadores. Os animais galopam, mostrando suas aparências e seus respectivos preparos — esse é o cânter. Ele é realizado antes de cada corrida, reunindo todos os competidores.

O cânter é importante porque permite verificar o estado físico de cada um dos cavalos. É possível reparar se o animal está suando muito, dentro do peso e mais ou menos agitado, entre outras questões. Essas características podem gerar um impacto no resultado do páreo e, por isso, influenciam nas apostas.

5. Photochart

A cada páreo, temos um cavalo vencedor. Essa definição pode ser facilmente detectada — a olho nu — quando um animal dispara na frente do restante e ultrapassa a linha de chegada com larga vantagem. Porém, em algumas situações, é preciso um tira-teima para descobrir quem foi o primeiro a encerrar o percurso.

Para casos em que dois ou mais cavalos cruzam a linha de chegada quase simultaneamente, é preciso usar o photochart. O recurso é semelhante ao adotado em categorias do atletismo, quando a foto do momento decisivo da corrida ajuda a definir quem chegou primeiro.

Além de garantir um resultado justo, o photochart é importante nas apostas. Em algumas modalidades, o apostador escolhe a sequência dos cinco primeiros cavalos de determinado páreo. Ou seja: não basta saber o vencedor, mas sim todas as colocações da corrida.

6. Flat

Essa é a modalidade mais conhecida do turfe, praticada nos principais hipódromos do Brasil. Trata-se da corrida sem obstáculos, que pode ser realizada em linha reta ou circuito oval — como no caso do Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro.

No turfe brasileiro, essa modalidade é chamada de galope plano e pode ser disputada na grama ou areia. Em hipódromos internacionais, existem outros tipos de pisos, como o sintético. Já no interior, são comuns as corridas em linha reta, conhecidas como penca, que utilizam as raças puro-sangue inglês ou quarto de milha.

7. Jumping

Outra modalidade do turfe é o galope com obstáculos, conhecida internacionalmente como jumping. Nesse caso, os cavalos precisam superar algumas barreiras na pista, que podem ser iguais (hurdles) ou diferentes entre si (steeplechase, que inclui saltos sobre a água).

Tal tipo de corrida não tem tradição no Brasil. Ele é mais conhecido na Inglaterra e na Irlanda, sendo disputado geralmente nos meses mais frios do ano. Por conta dos obstáculos, as suas distâncias são maiores do que a flat — ultrapassam os 2.000 m e chegam a 5.000 m.

8. Trote

Assim como as corridas com obstáculos, o trote é uma modalidade do turfe não difundida no Brasil. Nele, é necessário contar com uma habilidade maior dos cavalos, já que os animais precisam alternar uma pata com a outra, o que deixa o páreo com um ritmo mais lento. Os jóqueis podem ficar montados ou em uma charrete.

Na França, essa modalidade é tradicional e tem a mesma (ou até maior) importância do que o galope. São mais de 11 mil páreos organizados anualmente, ao passo que o país desenvolveu a raça trotador francês, que é treinada para esse tipo de corrida. Em 2019, alguns deles serão importados para o Brasil, que pode organizar as primeiras corridas de trote no JCB.

9. Forfait

O programa dos páreos é publicado com antecedência no site dos hipódromos. No documento, estão listados todos os cavalos inscritos para participar daquela corrida, além do seu retrospecto e de informações como linhagem, peso e altura. Porém, é possível que haja desistências no dia ou nos minutos anteriores à largada.

Isso pode ocorrer por conta de lesões, devido a mudanças na pista ou por decisão do proprietário ou treinador. Nesse caso, os apostadores são avisados no programa de que o cavalo não disputará a prova e o regulamento é seguido — em geral, o valor é devolvido.

10. Azarão

Em um páreo, há um número considerável de cavalos. Em tese, todos têm as mesmas chances de conquistar a vitória, mas sempre existe um que é menos favorito a chegar em primeiro lugar — esse animal é conhecido como “azarão”.

Fazendo uma comparação com o futebol, o azarão equivale à “zebra”. A sua vitória é possível, mas não muito considerada. Por isso mesmo, o azarão tem a maior taxa de rateio nos páreos, dando um retorno melhor para o apostador caso contrarie a estatística e ganhe a prova.

11. Franco favorito

O oposto do azarão é o franco favorito (ou apenas favorito). Estamos falando do cavalo que apresenta o melhor retrospecto entre os competidores, ou seja, um histórico de bons resultados, além de estar bastante cotado para vencer determinado páreo. Por conta disso, o animal atrai um volume maior de apostas.

Normalmente, o rateio de um franco favorito fica abaixo de R$ 1,50, podendo chegar à taxa de R$ 1 por R$ 1. Lembre-se de que o turfe é um esporte imprevisível: apesar de ser o mais cotado para vencer aquele páreo, o cavalo exige um investimento que nem sempre é rentável, já que o lucro pode não compensar o risco.

12. Barbada

Quando um cavalo é muito cotado para vencer alguma corrida, temos uma barbada, ou seja, o páreo se mostra bastante propício para a vitória de determinado animal. Por serem relacionadas ao quadro de favoritismo, é bem comum que as pessoas confundam as expressões “franco favorito” e “barbada”.

Ambos os termos têm ligações com o cavalo, porém o franco favorito é sempre o rateio mais baixo, enquanto a barbada não necessariamente é o favorito. Dessa forma, é possível ouvir as seguintes frases: “este cavalo é o franco favorito” ou “este páreo será uma barbada para determinado cavalo”.

É importante não confundir o termo “barbada” com a Barbadinha, uma modalidade de aposta em que o sistema calcula quais são os cavalos mais apostados e faz o jogo para o usuário. Em poucos segundos e a partir de R$ 2, a pessoa pode participar e, quem sabe, lucrar com o páreo.

13. Pule

Pule é o bilhete que a pessoa recebe ao fazer uma aposta. Trata-se do recibo da aposta e, portanto, deve ser guardado até que o páreo seja confirmado. Para receber o prêmio, caso acerte o resultado, o apostador precisa apresentar a pule no local onde realizou a operação. É comum que os apostadores também chamem as apostas online de “pule”.

14. Parimutuel

Esse termo em inglês corresponde ao sistema utilizado nas apostas de turfe. Nele, todo o dinheiro investido no páreo é reunido e, posteriormente, são deduzidas as taxas — do hipódromo e da premiação, por exemplo, que garantem a manutenção do esporte.

Depois, é calculado o rateio, ou seja, o quanto cada cavalo pagará por cada real apostado. Esse sistema se diferencia das cotações fixas, em que o apostador já conhece o valor de retorno se a aposta for vitoriosa. O parimutuel foi o responsável pela difusão do turfe no mundo, principalmente por seu crescimento nos Estados Unidos.

15. Pedra única

Pela internet, além das corridas nos hipódromos brasileiros, é possível apostar inclusive em páreos internacionais. Uma das vantagens oferecidas ao apostador é a da pedra única, que adiciona o montante investido pelos brasileiros diretamente ao total oficial da corrida, seja nos Estados Unidos, na França ou em outros países.

Isso proporciona um rateio mais forte para os jogadores do Brasil, já que é garantido que todos os páreos terão um volume relevante de dinheiro movimentado. Desde 2016, a PMU Brasil oferece as corridas as francesas e, desde 2017, as americanas dessa forma.

16. Largou com atraso

A largada de um páreo é caracterizada pela abertura dos boxes após a colocação dos animais. É ela que determina o momento de liberar os cavalos e jóqueis para o início da corrida. Nem sempre, porém, os competidores conseguem ser precisos: eles podem perder alguns segundos até o começo da competição.

Quando um cavalo “se atrasa” na largada, os narradores e espectadores dizem que ele “largou com atraso”. Isso indica que a corrida deve ser de recuperação, a fim de alcançar os outros corredores e, quem sabe, conquistar a vitória. Dessa forma, o início da prova é um dos pontos mais importantes para os competidores.

17. De ponta a ponta

Essa expressão é bastante conhecida no automobilismo, mas também muito utilizada no turfe. Quando um animal toma a dianteira do páreo nos metros iniciais e ultrapassa a linha final sem perder a primeira colocação, é comum que o narrador diga que ele venceu “de ponta a ponta”.

18. Cruzam pelo disco final

Se você nunca ouviu uma transmissão de turfe, provavelmente terá problemas para entender todas as rápidas palavras do narrador. Mas vale desatacar que a última frase que se fala na corrida é “cruzam pelo disco final”, em referência a quando os primeiros colocados ultrapassam a linha de chegada. É ali que fica o photochart, que confirma o resultado do páreo.

19. Só na boca

A expressão “só na boca” é bastante positiva. Ela indica que o cavalo está conseguindo um desempenho muito bom na corrida, não sendo exigido ao máximo. Cada animal é estimulado a aumentar a sua potência pelo jóquei e, quando isso não é necessário, diz-se que o animal vem “só na boca”.

20. A galope

Na corrida de cavalos, cada competidor sai em uma raia específica. Em determinado momento, entretanto, eles se aglomeram e aproximam, formando uma espécie de grupo. A expressão “a galope” indica que o cavalo está vindo aparentemente melhor do que os adversários e sua velocidade é suficiente para acompanhar o pelotão de competidores.

21. Potro

O potro é um cavalo que tem até quatro anos de idade. Nessa faixa etária, geralmente, é finalizada a troca dos dentes de leite pelos permanentes. Porém, muitos eventos importantes são disputados por potros, já que eles começam a competir volta dos dois anos de vida. Trata-se do caso da Breeders’ Cup, nos Estados Unidos, e do Prix de l’Arc de Triomphe, na França.

22. Jóquei ou Jockey?

Essa expressão é mais popular, mas tem uma sonoridade que pode gerar algumas confusões. Isso porque “jóquei” e “Jockey” emitem sons semelhantes quando pronunciadas, mas apresentam significados diferentes.

Jóquei é o atleta responsável por montar no cavalo. Ele vai conduzir o animal ao longo do percurso e tentará exigir o máximo de potência na corrida. Já a palavra Jockey refere-se a todo o complexo que inclui a estrutura e o local do hipódromo.

Saber o sentido de cada um desses termos de corrida de cavalo é fundamental para não ficar perdido em meio à narração e aos comentários. Afinal, o desconhecimento pode prejudicar o entretenimento e até o investimento de um apostador. A informação e o estudo são os segredos para lucrar com as apostas!

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