De Fillmore a Quimica Quântica, a primeira estatística de Beto Solanés

O treinador Roberto Solanés, aos 36 anos de idade, é um dos melhores e mais laureados profissionais do turfe brasileiro e, na recém-encerrada Temporada 2017/2018, conquistou a estatística do Hipódromo da Gávea com 103 vitórias.

Ainda jovem para o cargo de responsabilidade que exerce, Beto já venceu a grande maioria das melhores carreiras do país – GP Brasil – Moryba; GP São Paulo – Universal Law; Derby (RJ) – Olympic HanoiTaça Mathias Machline – Universal Law entre outros – e, este ano, mais uma vez, venceu também a estatística clássica nacional, na qual teve seus pontos altos nos êxitos de: Flight Time (Black Opal Stud) no GP Estado do Rio de Janeiro (GI); Olympic Hanoi (Haras Regina) no GP Cruzeiro do Sul (GI); e Invader (Stud Estelinha) no GP Presidente da República (GI).

Assumindo a ponta da tabela no começo do ano, Solanés teve em Dulcino Guignoni (7x campeão entre os treinadores) um valoroso rival, que lutou bravamente até a última reunião de junho. Com o respeito que Guignoni merece, Beto reconheceu a bela disputa travada:

“O Guignoni é um dos maiores treinadores da história do turfe. Conseguir derrota-lo em um páreo, na raia, já é difícil, imagina numa estatística inteira. Só torna esse feito ainda mais bacana e incomparável.”

Com 88 cavalos sob seu treinamento no Centro de Treinamento Verde e Preto, fundado por seu avô Eurico Solanés, no século passado, Beto tem em sua equipe um grande alicerce para suas vitórias e faz questão de reconhecer isso:

“Desde o final das estatísticas de treinadores de 2017/18 (regular e clássica) venho recebendo cumprimentos de todos pelas nossas conquistas. Estejam certos de que isso me toca profundamente e me dá a certeza de termos feito um bom trabalho. Porém, é necessário ressaltar que essas conquistas, acima de tudo, não são de um treinador, mas sim de uma equipe. Os segundos gerentes, os cavalariços, os redeadores, os veterinários, a equipe transportadora, a equipe administrativa, a equipe responsável pelas cocheiras na Gávea, os jóqueis (não somente pela condução dos animais, mas, também, pelo feedback do comportamento, na pista, de cada cavalo), todos eles, com sua dedicação, foco e competência, foram fatores decisivos nessas conquistas. Afinal, são nos pequenos detalhes que uma vitória acontece.”

Beto também não se esqueceu dos proprietários, importantíssimas molas-mestras para esses triunfos:

“Toda essa dedicação, entretanto, não seria suficiente para conquistarmos as estatísticas se não tivéssemos animais de alta categoria em nossas cocheiras, assim, cumpre-nos, também, agradecer a todos os proprietários que confiaram em nosso grupo e nos ofereceram a oportunidade de treinar animais de primeira linha do turfe brasileiro.”

Do primeiro triunfo, com Fillmore, em 08 de julho de 2017, até o último, com Quimica Quântica, em 30 de junho de 2018, com certeza, Beto Solanés coroou  um ano hípico de conquistas maravilhosas e colocou, merecidamente, mais um ponto de exclamação em sua vitoriosa carreira.

Texto: Thiago Guedes

Fotos: Sylvio Rondinelli

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