Entenda como funciona a corrida de cavalo nos EUA

Entenda como funciona a corrida de cavalo nos EUA

Não é somente o Brasil que oferece diversos páreos para você acompanhar e apostar no turfe. A corrida de cavalo nos EUA movimenta milhões de dólares e é uma ótima opção para quem busca entretenimento e emoção com o esporte ou mais uma opção para lucrar com as apostas hípicas.

Quer entender melhor como funciona o turfe nos Estados Unidos e saber como apostar nas corridas americanas? Continue a leitura!

Qual é a tradição da corrida de cavalo nos EUA?

Junto com o Reino Unido, os Estados Unidos estão entre os países com maior tradição no turfe. A primeira corrida ocorreu em 1665, ainda durante o período colonial — no mesmo ano, foi construído o primeiro hipódromo, em Long Island, Nova Iorque.

Na primeira metade do século XX, o esporte perdeu popularidade, principalmente pela proibição das apostas em diversos estados. Porém, com a introdução do rateio em vez das probabilidades fixas, a indústria do turfe recuperou sua força e, atualmente, tem grande relevância no país.

A Tríplice Coroa Americana é uma das competições mais importantes do galope plano. Ela é composta por três provas — Kentucky Derby, Preakness Stakes e Belmont Stakes — que acontecem em intervalo inferior a um mês cada. Sua conquista é o sonho de muitos treinadores, criadores e jóqueis, mas são poucos que conseguiram essa honraria.

Disputada desde 1875, somente 13 cavalos do tipo puro-sangue inglês conquistaram o título. O mais recente foi Justify, em 2018, comandado por Mike Smith e treinado por Bob Baffert. Uma das grandes dificuldades é o pequeno tempo de preparação e descanso, além do fato de Belmont Stakes, com 2.400 metros, ser a maior distância do país nessa categoria.

A Breeders’ Cup, realizada no final do ano, é outra competição com grande importância. É composta de provas de galope plano realizadas em pistas de areia ou grama, que não tem uma sede definida. Atualmente, a competição é um verdadeiro festival, com páreos espalhados pelo sábado e pelo domingo e com uma premiação milionária para os vencedores.

Quais são os principais hipódromos?

Ao contrário do Brasil, os Estados Unidos têm um grande número de hipódromos em seu território. Se no Rio de Janeiro, por exemplo, só há um grande local de competições (Jockey Club Brasileiro), o estado de Nova Iorque conta com, pelo menos, 12 arenas com corridas espalhadas durante o ano.

Confira um pouco mais sobre alguns hipódromos importantes dos Estados Unidos!

Saratoga

O hipódromo de Saratoga Springs está localizado em uma pacata cidade próxima a Nova Iorque. Foi fundado em 1863 e, atualmente, tem capacidade para 50 mil espectadores, o que o coloca entre os mais tradicionais do país. A sua temporada conta com 15 corridas do Grupo Principal (G1) — a elite do turfe norte-americano.

Gulfstream Park

Sediado na Flórida, o Gulfstream Park recebe corridas na grama desde 1959. Dentre as suas principais competições estão, o Florida Derby e o Pegasus World Cup. Além da tradição nas corridas, o local também é um polo de entretenimento, que inclui um cassino e uma excelente estrutura para receber os apostadores e turistas.

Santa Anita Park

O Santa Anita Park está localizado em Arcadia, na Califórnia, perto de Los Angeles. É considerado um dos hipódromos mais bonitos do mundo, com um parque ao redor e arquibancadas elevadas. Recebe 19 provas do Grupo I dos EUA e é a casa do Santa Anita Derby, vencido pelo tríplice coroado Justify em 2018.

Churchill Downs

Localizado na cidade de Louisville, em Kentucky, esse hipódromo sedia a primeira etapa da Tríplice Coroa Americana: o Kentucky Derby. Destinado para corridas de PSI, é um dos locais mais tradicionais do país, com fundação em 1875, e recebe provas de grande porte no período de primavera e outono. Em 2018, será a casa da Breeders’ Cup, uma das competições mais famosas do país, realizada nos dias 2 e 3 de novembro.

Belmont Park

Esse hipódromo fica em Elmont, nos limites de Nova Iorque, e abriga a prova final da Tríplice Coroa Americana: o Belmont Stakes ou Test of The Champion. Foi fundado em 1905 e leva milhares de pessoas às suas corridas tradicionais, que contam com duas temporadas (primavera-verão e outono).

Quais as diferenças entre o mercado brasileiro e o americano?

O volume de apostas nos Estados Unidos é consideravelmente maior, até pela sua tradição. Alguns hipódromos alcançam a marca de 45 milhões de dólares por dia, enquanto que, em um ano, o mercado do turfe (apostas, premiações e outros) movimenta R$ 1 bilhão no Brasil.

Uma explicação é a diferença na quantidade de nascimento de equinos em cada país. Apesar de ser um local conhecido pela criação de cavalos, o Brasil produz entre 3 e 4 mil cavalos de corrida desse tipo, enquanto que, nos Estados Unidos, esse número chega a 20 mil.

Até por ser um mercado lucrativo, diversos cavalos, treinadores e jóqueis se aventuram na América do Norte em busca de sucesso. Um exemplo é Bal a Bali, campeão da Tríplice Coroa Carioca e do Grande Prêmio Brasil em 2014, que foi levado para os EUA posteriormente e venceu duas provas do Grupo Principal (G1).

Existem regras específicas do turfe americano?

Uma diferença do turfe dos Estados Unidos para o do Brasil é o calendário. Por conta do frio intenso no inverno, muitos hipódromos não funcionam nessa época por lá. Além disso, há um revezamento das corridas em locais próximos, o que garante um ano repleto de páreos importantes nas grandes cidades.

Pelo seu tamanho continental, as corridas também ocorrem em horários diferentes. Na Califórnia, que está na Costa Oeste, a distância do fuso horário para o Brasil é de quatro horas. Por outro lado, Nova Iorque está a apenas uma hora do horário de Brasília. Outra diferença é que alguns hipódromos têm reuniões pela tarde e alguns pela noite.

A enturmação dos páreos tem um pequeno diferencial. Nas corridas do Jockey Club Brasileiro, os cavalos são agrupados por idade ou por vitórias, o que aumenta o nível de competitividade. Já nos Estados Unidos, essa regra é menos restrita e cavalos perdedores têm mais espaço nas reuniões.

Nos locais das corridas, as apostas funcionam de maneira similar ao Brasil. Os hipódromos reúnem todo o montante investido e retiram uma porcentagem, que é conhecida como “takeout”, para custos operacionais. O rateio já é calculado sem esse valor, que varia com a modalidade de jogo.

Como as leis nos EUA são estaduais, as apostas não são legalizadas em todos os lugares. É o caso do estado da Carolina do Sul, por exemplo, onde somente a loteria local é permitida. Por outro lado, grandes estados, como Califórnia, Flórida, Nova Iorque e Kentucky, oferecem as apostas hípicas de forma legal e movimentam um expressivo volume de dinheiro.

Quais são as condições para apostar nas corridas americanas?

As apostas tradicionais também são muito utilizadas nos Estados Unidos, como o Vencedor e o Placê. Porém outras modalidades mais complexas e com retornos maiores estão no catálogo americano. É o caso do Pick 5, em que o desafio é acertar os vencedores de cinco páreos consecutivos, ou do Hi-5, quando é necessário cravar os cinco primeiros colocados da corrida.

Os principais hipódromos americanos contam com a pedra única nas apostas. Isso significa que o montante apostado do Brasil é adicionado diretamente ao total movimentado naquele páreo. Com isso, os brasileiros garantem rateios mais estáveis e a garantia de que todas as corridas terão um volume relevante de jogos.

A PMU Brasil oferece um cardápio com dezenas de corridas americanas durante o ano. Para apostar é muito simples: basta fazer o cadastro no site ou procurar um agente autorizado e realizar o seu jogo. O mais legal é que a maioria dos páreos têm transmissão ao vivo, ou seja, é possível acompanhar toda a emoção da sua casa.

A corrida de cavalo nos EUA é mais uma opção interessante para quem se interessa pelo turfe ou quer garantir uma renda extra com o esporte. Com uma programação extensa espalhada pelo ano, é possível encontrar as opções de modalidades e hipódromos da sua preferência. É só utilizar os canais de apostas da PMU Brasil e acompanhar!

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