Cavalo mais caro do mundo: o que influencia no preço de um animal?

cavalo mais caro do mundo

Você imagina que o cavalo mais caro do mundo custou algumas dezenas de milhões de dólares? Ser proprietário de animais de corrida pode significar sucesso como esportista e investidor. Apesar disso, muitos fatores fazem a diferença na criação de um equino, o que torna essa atividade bastante imprevisível.

Neste post, você vai saber o que influencia o preço de um cavalo, bem como obter mais informações sobre a criação do Puro Sangue Inglês (PSI), o animal mais utilizado em corridas no Brasil. Confira!

Qual é o cavalo mais caro do mundo?

Fusaichi Pegasus é o cavalo mais caro da história: foi vendido por um valor reportado de US$ 70 milhões (algo em torno de R$ 260 milhões), em 2000. Esse PSI ficou conhecido ao vencer o Kentucky Derby — uma competição de alto nível realizada anualmente nos Estados Unidos da América (EUA) — naquele ano.

Além do investimento para ganhar prêmios milionários em competições, o cavalo foi comprado para se tornar um reprodutor no futuro. Hoje, ele está com 21 anos e esteve no Brasil em 2014. Anteriormente, o Puro Sangue Americano Shareef Dancer era o cavalo mais caro do mundo, vendido por US$ 40 milhões em 1983.

Apesar desses valores, o PSI é considerado a segunda raça mais cara do mundo: perde para o Cavalo Árabe. Também conhecido como Puro Sangue Árabe, ele está presente na linhagem de diversas raças utilizadas atualmente e é desenvolvido para esportes equestres. Existem cerca de 55 mil deles no Brasil.

O que influencia o preço de um cavalo?

Premiações

O caso do Fusaichi Pegasus mostra que o sucesso em grandes competições aumenta o preço dos animais no mercado. Valores na casa de dezenas de milhões de dólares são raros, principalmente pela falta de garantia de que o cavalo produzirá bons resultados e bons filhos, no caso dos reprodutores, no futuro.

Apesar disso, mesmo no Brasil, os cavalos de corrida que têm sucesso nas pistas podem ser arrematados por valores altos. Além da possibilidade de participar de torneios nacionais e internacionais, esses animais podem se tornar bons reprodutores no futuro — e, quando têm currículo, o preço da cobertura é mais alto.

Linhagem

Nesse caso, não é apenas o ascendente direto que importa. Todos os cavalos têm uma árvore genealógica rica em informações, que permite encontrar bons velocistas mesmo com parentesco distante. Por isso, o fato de o cavalo ter sucesso nas pistas influencia seu preço, mas não é o único fator.

Não há garantias de que um potro descendente de PSIs conhecidos vá se tornar um bom corredor. Além da genética, o treinamento e a criação influenciam diretamente. De qualquer forma, o sêmen de um cavalo famoso custa alguns milhares de dólares — muitas vezes sem a garantia de sucesso na geração.

Idade

Um potro, em teoria, deve custar menos do que um PSI mais velho. Isso porque seu desenvolvimento será de responsabilidade do novo dono e não há garantias de que ele vá ter destaque nos hipódromos. A linhagem é um bom indicativo, mas a compra funciona como uma aposta futura.

Por outro lado, arrematar um cavalo com carreira consolidada, apesar de custar alguns milhões de dólares, tem potencial alto de retorno. Um encontro com as éguas para reprodução pode custar mais de R$ 10 mil — um mercado interessante para o proprietário. Ao contrário do que acontece com a curta vida útil nas pistas, o cavalo pode reproduzir por vários anos.

Criação

A criação do cavalo pode ter a mesma importância de sua linhagem, já que o treinamento e a alimentação são fundamentais no desenvolvimento. Por isso, quando o treinador e o proprietário têm boa reputação, o preço de venda aumenta. Além disso, um investimento alto na criação do animal influencia seu valor.

Nos EUA, por exemplo, o processo de geração assistida chega a custar R$ 220 mil — e o novo dono recebe o potro depois do nascimento. O custo de manutenção do animal não é baixo, mas uma boa criação pode garantir uma venda milionária em leilões no futuro.

Qual a média de preço de um cavalo?

Apesar de alguns cavalos custarem milhões de dólares, essa não é a realidade da maioria dos equinos, principalmente no Brasil. É possível comprar um PSI por cerca de R$ 4 mil — nesse caso, trata-se, em geral, de um animal mais velho sem reconhecimento nas pistas, mas que pode ser utilizado para desenvolver a raça por ter boa genética.

Mais uma vez, a linhagem aparece com grande importância, já que o pedigree do cavalo influencia seu preço. Filhos de animais de carreira vitoriosa, por exemplo, tendem a custar mais caro, ainda mais quando ainda são jovens.

Em média, um potro PSI custa por volta de R$ 32 mil. Esse preço tem relação direta com a popularização das corridas de cavalo, nas quais ele é a principal raça usada no país. Animais de genética consagrada podem chegar a cifras muito mais altas.

Em 2018, durante a programação de leilões do Grande Prêmio Brasil, o cavalo George Washington, filho de um dos maiores reprodutores brasileiros, Redattore, foi vendido por R$ 198 mil (em 12 parcelas de R$ 16,5 mil). Pouco tempo depois, ele venceu a primeira corrida para o novo dono.

Na mesma época, o potro Happiest Day, de apenas um ano e meio e linhagem americana, foi vendido no leilão do Haras Santa Maria de Araras por R$ 330 mil.

Como é o mercado do PSI?

Essa raça foi desenvolvida na Inglaterra, a partir do cruzamento de éguas locais e cavalos árabes e berberes, entre outros. Seu mercado hoje é voltado para as competições de alto desempenho, com destaque para o turfe.

Para criar um calendário internacional, o PSI tem sua data de nascimento padronizada: no hemisfério norte, os potros fazem aniversário em 1º de janeiro, enquanto no hemisfério sul, a data oficial é 1º de julho. Como a faixa etária é um dos parâmetros para as corridas, isso favorece a organização das disputas em todos os países.

Existem duas linhas principais de aproveitamento do PSI. Uma delas é a partir dos 3 anos de idade, com a participação em competições. Alguns páreos oferecem prêmios milionários para vencedores, como é o caso do Arrogate, que ganhou a Copa do Mundo de Dubai, em 2017, e faturou US$ 10 milhões.

Posteriormente, alguns cavalos aposentados se transformam em reprodutores, na expectativa de gerar futuros vencedores. Glória de Campeão, que faturou R$ 33 milhões em sua carreira nas corridas, é filho do Impression, um cavalo velocista argentino importado para o Brasil que gerou 254 potros registrados.

Um dos grandes objetivos dos criadores de cavalos é encontrar um animal campeão nas pistas, para ter satisfação e retorno financeiro. Além dos ganhos nos torneios, os bons resultados garantem a valorização do PSI no futuro como reprodutor.

Os leilões têm grande importância no mercado de criação de cavalos. Esses eventos são organizados por empresas independentes ou pelos próprios haras, que definem as regras (como preço mínimo e comissão, por exemplo) e escolhem os lotes. Um lote pode conter um ou mais cavalos.

Existem diversos tipos de leilões. O comprador pode adquirir potros, cavalos em treinamento e até corredores com vitórias no currículo. Antes dos eventos, um material com as informações dos animais é distribuído aos interessados para que eles conheçam melhor cada um deles.

Criar o cavalo mais caro do mundo é uma aspiração para qualquer dono, mas não é somente esse objetivo que os motiva. Os criadores são apaixonados e aficionados por essa atividade, o que os leva a investir na compra dos animais e no desenvolvimento da raça. O retorno financeiro acaba sendo uma consequência.

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