5 curiosidades sobre os bastidores das corridas de cavalo

bastidores das corridas de cavalo

turfe é um dos esportes mais tradicionais do Brasil e proporciona entretenimento e diversão para diversos fãs e admiradores de animais. Mas você conhece os bastidores das corridas de cavalo?

Eles são tratados como verdadeiros atletas desde o nascimento, e os jóqueis seguem uma rotina de trabalho bem estruturada para ter sucesso nas competições.

Neste post, você verá cinco curiosidades sobre o turfe, como o regime de treinamentos e o controle de peso dos jóqueis. Ficou interessado? Continue a leitura!

1. Os cavalos são treinados entre 5h e 9h

Como todo bom atleta, os cavalos também recebem um tratamento especial e seguem uma rotina rígida de treinamentos. De segunda a sábado, no Jockey Club Brasileiro, os animais realizam as suas atividades das 5h às 9h da manhã. O domingo é reservado para a folga mais do que merecida.

Esse horário é definido para evitar problemas com o calor do Rio de Janeiro, já que a exposição ao sol forte não é recomendada, principalmente, a partir das 10h. Além disso, essa programação evita que os equinos fiquem um longo tempo sem alimentação, o que pode ser prejudicial à saúde.

Depois do treinamento, os cavalos vão para uma piscina especial para relaxar os músculos, recebem massagem e banho, além de outros cuidados. Durante a tarde, eles voltam às pistas, mas apenas para uma caminhada.

O dia termina com o descanso em seus aposentos, necessário para retomar a rotina na manhã seguinte.

Toda essa preparação é fundamental para aumentar o rendimento dos cavalos durante os páreos. O sucesso da dupla, cavalo e jóquei, é influenciado diretamente pelas condições físicas e psicológicas do animal.

Cabe ao piloto, durante a corrida, ser inteligente e extrair o melhor de seu parceiro para conquistar a vitória ou, pelo menos, uma colocação entre os 5 primeiros.

2. Os cavalos que correm na grama nem sempre correm na areia

São três os principais tipos de pista de corridas de cavalo: areia, grama e sintética. Nos hipódromos brasileiros, as duas primeiras são mais comuns, como nas competições no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. E, como outros atletas, os cavalos também têm preferências.

É claro que existem exceções, mas uma boa parte dos cavalos que disputam corridas na grama não têm um bom rendimento na areia. Uma das explicações é o tipo de casco. Os animais com um casco grande e largo costumam se destacar na grama, enquanto que os menores e mais curtos tendem a se sair melhor na areia.

O tamanho da passada do animal também influencia. Aqueles que têm uma passada mais larga são mais rápidos na grama, enquanto que o inverso se sobressai na areia. Todas essas diferenças vêm da linhagem e são percebidas no início do treinamento, ainda nos primeiros meses.

No Jockey Club Brasileiro (JCB), por exemplo, o circuito é oval, com pistas de areia e grama. Existem hipódromos onde os páreos são disputados em linha reta, o que favorece aqueles animais que são mais rápidos e não são bons na curva.

Esse é o ponto do percurso que demanda mais técnica, para entrar com um bom ritmo na reta final.

3. Puro Sangue Inglês é a principal raça utilizada nas corridas

As corridas de cavalo são um dos esportes mais antigos do mundo, com presença nos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga. Porém, o turfe, como é conhecido hoje, surgiu na Inglaterra, por volta do século XVII. Foram os ingleses que desenvolveram a raça de equinos mais utilizada nos páreos, o Puro Sangue Inglês (PSI).

O PSI surgiu do cruzamento de várias raças, como os cavalos árabes, turcos e berberes. Byerley Turk, Darley Arabian e Godolphin Barb foram alguns tipos importados no final do século XVII e início do século XVIII e estão na linhagem desses cavalos.

Atualmente, o desenvolvimento dessa raça é, em grande parte, para ser utilizado nas corridas.

Um Puro Sangue Inglês pode chegar a 1,80m de altura, mas os principais cavalos atualmente medem por volta de 1,67m. Eles são robustos, com uma forte musculatura e uma capacidade atlética. Também são corajosos, por isso, devem ser bem treinados para responder corretamente os comandos.

Nos Estados Unidos, é comum a utilização do Quarto de Milha em suas corridas. Como o nome sugere, esse animal é mais indicado para distâncias mais curtas (uma milha tem por volta de 1,6 quilômetros), pela sua altura menor e pelo seu corpo mais compacto.

No Brasil, as corridas de Quarto de Milha são mais comuns no Nordeste, mas é em Sorocaba, no interior paulista, que fica o principal hipódromo da raça.

4. A temporada de corridas acontece de julho a junho

A faixa etária dos cavalos é um dos parâmetros da corrida. Ou seja, nos grandes hipódromos do mundo, os animais que competem no mesmo páreo têm idades próximas. Por isso, o nascimento do Puro Sangue Inglês, a principal raça utilizada no turfe, é programado para seguir um calendário.

Como a gestação de uma égua dura por volta de 11 meses, todo o processo de geração é assistido. E tanto a estação de monta, período em que ocorrem os cruzamentos, quanto os nascimentos ocorrem na primavera.

Mas para facilitar a organização das corridas, os PSI do hemisfério norte fazem aniversário em 1º de janeiro, enquanto que os do hemisfério sul “comemoram” em 1º de agosto. Essas datas são respeitadas para ocorrer uma sincronização mundial, o que favorece a formação de um calendário internacional de corridas por faixa etária.

Na criação de cavalos, a linhagem é um fator importante e, por isso, muitos animais que tiveram sucesso na carreira tornam-se reprodutores quando se aposentam das pistas.

5. O peso é controlado nos bastidores das corridas de cavalo

Uma das principais regras para equiparar as corridas é o peso, tanto dos cavalos quanto dos jóqueis. No JCB, todos os páreos, independentemente da distância, têm o limite de peso de 59 quilos para o jóquei montado em animais com mais de cinco anos.

Em cavalos de três anos, esse limite varia entre 48 e 56 quilos. Por isso, os atletas devem seguir uma rígida dieta para se manter no peso. Nos hipódromos, existem saunas que são utilizadas no dia da corrida para perder o excedente.

O limite estabelecido em cada páreo leva em conta também, além do peso do jóquei, a manta e a sela. Os jóqueis sobem na balança sempre uma hora antes do primeiro páreo e depois de cada disputa. Uma alteração de peso acima de 500 gramas pode resultar em multa e desclassificação.

Essas são algumas curiosidades sobre os bastidores do mundo das corridas de cavalo. Assim como qualquer esporte, as regras são bem definidas, e os atletas (tanto humanos como animais) seguem uma rotina rígida para se destacar nas pistas.

Quem ganha é o público, que pode conferir gratuitamente nos hipódromos competições de alto nível!

E então, gostou das curiosidades sobre as corridas de cavalo? Compartilhe este conteúdo em suas redes sociais para atrair mais interessados nesse esporte maravilhoso que é o turfe!

Compartilhe com seus amigos